Vai ser alargado o prazo de limpeza dos terrenos florestais até 30 de junho

Vai ser alargado o prazo de limpeza dos terrenos florestais até 30 de junho

O prazo estabelecido terminava a 31 de maio, mas o ministro da Agricultura revelou na RTP que vai ser alargado até 30 de junho, tendo em conta as condições climatéricas que dificultaram a limpeza dos terrenos florestais.

Ana Sofia Rodrigues - RTP /
Foto: Núria Melo - RTP

O prazo vai ser alargado em todo o território nacional, não apenas nas zonas críticas. José Manuel Fernandes garante que, findo esse tempo, serão aplicadas multas.

O governante acrescentou que as entidades já foram ouvidas para o prolongamento do prazo em todo o território nacional.
As coimas por falta de limpeza podem ir desde 150 a 1.500 euros, para pessoas singulares, podendo atingir 10 mil em casos específicos, e até 25 mil para pessoas coletivas.
José Manuel Fernandes disse hoje que a limpeza das florestas é uma prioridade e foi nesse sentido que foi criado um incentivo, que ronda os mil a 1500 euros por hectare para ajudar os proprietários que queiram limpar os terrenos nas zonas críticas.

O ministro da Agricultura reconhece que o verão vai ser difícil, nomeadamente em Leiria, mas nessa zona do país - afetada pelas tempestades do início do ano já 10 mil proprietários garantiram que vão limpar as matas.

O orçamento total é de 41 milhões de euros, geridos pelas câmaras das zonas afetadas pelas tempestades. “Se necessário, abriremos novos concursos”, admite.

“Teremos certamente um verão complicado. Temos meios como nunca tivemos. Apostámos na prevenção como nunca fizemos. Por exemplo, no fogo controlado”, referiu o ministro. 

José Manuel Fernandes apelou ainda ao esforço de todos para limpar os terrenos e para a retirada de madeira caída depois das tempestades, mas também para evitarem comportamentos de risco. 
“Estamos a fazer tudo à máxima velocidade”
Sobre atrasos na chegada dos apoios, o ministro refere que houve prioridades iniciais, como a energia, água e habitação. 

Falou de um “trabalho brutal” de pagamento das CCDR e do trabalho das câmaras, “umas a mais velocidade do que outras” em função dos meios qie têm disponíveis. “Estamos a fazer tudo à “máxima velocidade”, garante, no dia em que passam quatro meses desde as tempestades que assolaram sobretudo o centro do país.

Liga dos Bombeiros fala numa medida excecional, mas positiva

O alargamento agora avançado pelo Governo é uma medida excecional positiva, alega o presidente da Liga dos Bombeiros.

António Nunes relembra que os últimos acontecimentos meteorológicos, nomeadamente a tempestade Kristin, deixou um rasto de destruição que é difícil de reparar num tão curto espaço de tempo.






PUB